Tomas Rocha, mais do que uma experiência de fruição

Em uma iniciativa inovadora, as Edições Shalom lança Tomas Rocha e os filhos de Odin, primeiro livro de ficção de Edilson Filho. O lançamento foi em novembro de 2013 na Livraria Cultura, mas ainda hoje há campanhas de divulgação do livro que custa em torno de R$ 30,00. O autor cearense é estudante do curso de Física (Bacharelado) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e consagrado na Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom. Edilson Filho também é administrador, palestrante e apresenta um programa na Rádio Shalom 690 AM.

Foto de divulgação
Tomas Rocha, como é conhecido o livro, possui 223 páginas. A obra é ideal para quem gosta de ação, suspense, ficção e romance. O autor conta que a inspiração do livro surgiu a partir do desejo de se ter uma obra de ficção baseada nas aventuras escritas por autores clássicos da literatura inglesa, francesas, dentre outras, mas ambientada no Brasil. O enredo se passa em Salvador-BA e descreve espaços específicos da cidade.

O livro possui 19 capítulos. A priori, pode-se considerar a quantidade exagerada, pois deixaria a narração muito fragmentada. No entanto, com a leitura é possível perceber que cada capítulo corresponde a um frame de um filme de ação. A leitura não se torna cansativa, porque possui muitos diálogos. As ações, em alguns momentos, acontecem a partir das falas das próprias personagens. Tal fato, por um lado, é interessante porque proporciona um envolvimento íntimo do leitor com a obra e, por outro, é preocupante, pois pode atrapalhar no desenvolvimento da história.

Tomas Rocha, personagem que dá nome ao livro, é um investigador de polícia de Salvador. Com uma postura semelhante ao do personagem inglês Sherlock Holmes, construído por Sir Arthur Conan Doyle, Tomas Rocha busca desvendar não só os crimes que passam acontecer estranhamente ao redor dele, mas também o verdadeiro sentido pelo qual tudo está acontecendo. Para realizar tal tarefa, o investigador conta com a ajuda do melhor amigo, da namorada e de um padre. O enredo, a primeira vista, aparenta muito prematuro, mas, na medida em que se lê, percebe-se a história crescer e ganhar novos personagens, tornando-se, assim, mais complexa.

Não é certo julgar um livro pela capa, mas a capa de Tomas Rocha e os filhos de Odin chama atenção. Em um tom escuro com alguns pontos específicos iluminados, a capa reproduz um dos corredores do Pelourinho em Salvador durante a noite, passando a ideia de suspense e incitando o desejo de abrir o livro para ler a história. Outros desenhos que abrem os capítulos também chamam atenção, pois constroem uma espécie de caminho imaginário pelo qual o leitor percorre todo o capítulo. A tipografia escolhida para o título de cada capítulo e para a própria capa contribui para uma obra visualmente agradável.

A obra é uma ação evangelizadora, ou seja, dá a oportunidade aos leitores de conhecer mais sobre os valores do Cristianismo. Para isso, é utilizada uma forma diferente, a escrita literária de ficção. É o meio pelo qual o autor pode realizar a missão de anunciar o Evangelho. Diante de um posicionamento tão bem definido por parte do autor, a obra é justa e cumpre o que se propõe como texto de ficção brasileira. É recomendável tanto para leitores de literatura de aventura, suspense ou ficcional, quanto para cristãos ou simpatizantes ao Cristianismo. Para ambos, a leitura será mais do que uma experiência de fruição.