De meus pecados, vestígio algum eu vejo


De fato, é uma estranha loucura viver de amor. Como posso viver apaixonado a ponto de deixar uma Pessoa mudar todos os rumos da minha história. Não sei dizer, só sei que é maior do que eu. Esse amor que sinto não é meu, mas é dado a mim por Aquele que eu amo. Não entende? Bom, vou explicar: amo o Amor. Quem é o Amor? Deus! Sim, Ele é o Amor.

Resolvi escrever esse texto declarando abertamente o meu amor pelo Amor porque tive um encontro marcante com Ele hoje na confissão. O Amor não me condenou, o Amor me amou, o Amor me acolheu, o Amor me perdoou. Gratidão é o que vem ao meu coração depois dessa feliz e profunda reconciliação.

Já tinha ouvido falar, mas, dessa vez, eu pude experimentar que ficar muito tempo (um mês) sem confissão pode afetar a vida de oração. Não desejo isso a ninguém. É algo que pesa, pois pecados, graves ou não, são pecados e precisam ser confessados. Deus quer nos lavar, nos purificar, nos santificar, mas esses pecados, não confessados, impedem a ação da graça em nós. Só o encontro com a Misericórdia é capaz de desobstruir todas as vias para a ação de Deus em nossa vida.

Depois da experiência desse dia, posso dizer como Santa Terezinha dizia: "De meus pecados, vestígio algum eu vejo. Ao fogo divino um a um foi apagado". Sim, podemos entender o fogo divino como a Misericórdia de Deus experimentada no sacramento da Confissão.